Acho que apenas neste momento não consigo tolerar esta ultima vaga de "hardcore-cena".
Eu ainda ouço muita coisa que muita gente detesta (e nem considera hardcore), mas ultimamente não tenho paciência para esta vaga de bandas que imitam bandas más como os Asking Alexandria ou os Attck Attack. Eu assumo sem qualquer vergonha que detesto isso tudo, meus amigos a vida é assim e não podemos gostar de tudo. Até poderia direccionar esta conversa para o facto de haver quem não suporte a musica que faço mas até gosta de mim, isso é bestial e respeito os gostos de todos, mas não é disso que se trata. Tenho passado algum tempo a conversar com os amigos Like Swallows (ouçam a demo dos meninos) e eles têm-me mostrado bandas que me fazem manter interessado no que se faz pelos lados do hardcore. Percebi que tudo o que eu tinha de fazer era voltar a descobrir o Punk. Comecei por ouvir com a atenção devida os Bad Brains e os Black Flag (antes só escutava por uma questão de cultura geral) e rapidamente o hardcore voltou a cativar-me bastante quando encontrei os Swing Kids, os Touche Amore, os Ceremony e mais uns quantos. É claro que os The Chariot nunca saíram do meu iPod, eles e os Norma Jean têm um lugar especial no meu coração. Ontem o Rodolfo mandou-me esta canção dos Birds In Row, e desde então que não sai da minha cabeça. Assim que chegamos ao minuto 2:30 a musica fica simplesmente perfeita.
sábado, novembro 19, 2011
Comprei o livro "Poemas" de Juan Luis Panero
De vez em quando visito uma amiga, e nessas visitas para alem de falar e escrever pequenas canções, lemos livros e falamos sobre eles. Foi assim que descobri Panero, o senhor que foi seu professor na FLUL. A forma como ele prepara todo o cenário para o acontecimento mudou a forma como comecei a escrever, aliás, fez-me questionar a distancia que existia entre a prosa e a poesia. Creio que tinha uns 15 anos quando li pela primeira vez "o que fica depois dos violinos" e nunca mais esqueci-me. Agora sempre que há viagens grandes e levo algo para ler levo "Poemas" também, para não não cansar-me rapidamente do outro livro que levo, foi só assim que consegui ler "Cem Anos de Solidão" de Gabriel Garcia Marquez (após a morte de José Arcádio a narrativa tornou-se um pouco complicada para mim).
Este é um livro pequenino, não sou um leitor veloz (e gosto de ler a mesma coisa devagarinho varias vezes) mas geralmente leio este livro em menos de uma hora. Na FNAC custa apenas 10€ (e quem tiver cartão ainda tem desconto). Vale a pena.
Marcel·lí Antúnez Roca
Gostaria imenso de ter uma oportunidade de ver as suas obras de novo.
Lembro-me de quando fui ver a sua exposição (em 2008), foi a foi o contacto mais intenso que tive com a arte e nunca mais experimentei nenhuma exposição que tivesse tal impacto. Só sei que quando saí da galeria eu já não era a mesma pessoa...
Lembro-me de quando fui ver a sua exposição (em 2008), foi a foi o contacto mais intenso que tive com a arte e nunca mais experimentei nenhuma exposição que tivesse tal impacto. Só sei que quando saí da galeria eu já não era a mesma pessoa...
Um dia leve
faz com que a noite pareça mais pesada.
(hoje quando voltei para casa vinha a ouvir este disco no comboio).
(hoje quando voltei para casa vinha a ouvir este disco no comboio).
sexta-feira, novembro 18, 2011
Sou tardio a "descobrir" a música que interessa.
É a propensão que se dá a não prestar atenção nenhuma ao pitchfork, ou ao sterogum, ou qualquer site ou blogue do género. Já lá vai o dia em que eu ando à procura de bandas novas e diferentes, como se de uma colecção de selos se tratasse. Acho que essa postura torna a musica tão descapotável. De que me vale ter discos rígidos cheios de musica se não consigo desfrutar na totalidade?
São 4 da manhã e ainda não consegui dormir e encontrei um video dos Local Natives, já conhecia o nome da banda à imenso tempo, mas nunca parei para ouvir. Se não tinha ouvido a musica deles tocar em lado nenhum é porque não era "suposto acontecer". Esta noite aconteceu, eu ou vi a Sun Hands e apaixonei-me pela banda.
Por um lado é mau descobrir musica tão boa assim tão tarde, por outro lado, deste modo creio que até gosto mais do que ouço, aliás, ouço simplesmente porque gosto e não porque é a banda que está na boca do mundo. Acho que este Inverno vai passar melhor ao som de Local Natives.
São 4 da manhã e ainda não consegui dormir e encontrei um video dos Local Natives, já conhecia o nome da banda à imenso tempo, mas nunca parei para ouvir. Se não tinha ouvido a musica deles tocar em lado nenhum é porque não era "suposto acontecer". Esta noite aconteceu, eu ou vi a Sun Hands e apaixonei-me pela banda.
Por um lado é mau descobrir musica tão boa assim tão tarde, por outro lado, deste modo creio que até gosto mais do que ouço, aliás, ouço simplesmente porque gosto e não porque é a banda que está na boca do mundo. Acho que este Inverno vai passar melhor ao som de Local Natives.
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