segunda-feira, novembro 21, 2011
Ainda tenho "receio" de ouvir Two Door Cinema Club
Eu gosto tanto da música deles que prefiro não ter o disco deles no iPod (ou no computador), mas se de repente começa a tocar na radio ou na last.fm eu não vou lutar contra isso. A questão é que assim que escutei o disco pela primeira vez percebi que haveria uma probabilidade muito grande de ser influenciado por eles e posteriormente haveria um rasto demasiado óbvio nas canções que escrevo. Como não queria que isso acontecesse optei por não fazer o download do disco e ir ouvindo só quando "fosse aparecendo por ai". Infelizmente acabei por perder oportunidades de vê-los tocar ao vivo (por lado sei que até pode ter sido benéfico pois provavelmente ficaria com vontade de fazer algumas coisas que eles fazem). Neste momento estou a ponderar começar a ouvir de vez em quando o disco no site onde escuto discos em streaming, pois noto que qualquer coisa pode ser uma influencia. A maior parte da minha música favorita nem chega a roçar nas minhas canções (seria giro ter riffs à The Chariot nas minhas canções mais pop), e por vezes basta-me ouvir só uma vez uma canção das Destiny Child para começar a trautear qualquer coisa que soe a canção. Eu não quero imitar ninguém, mas isso também não significa que tenha de deixar de apreciar o trabalho dos outros, é tudo uma questão de bom senso e creio que sei discernir quando estou a ser tentado para fazer o "que não me convém" ou a usar "o que não me pertence". No fundo só queria responder que nem sequer ouço a música deles se por acaso alguém fizesse uma comparação, mas de que me serve essa resposta quando trata-se de música que está por todo o lado?
Começa a ser aborrecido estar desempregado.
Não estou a queixar-me por estar "na pobreza" ou "na miséria", muito menos a chorar devido à condição em que encontro-me. Apeteceu-me escrever descontraidamente sobre o facto de passar o dia inteiro a fazer limpezas em casa, não é propriamente das coisas mais divertidas para fazer. Estou a aprender a cozinhar, um dia destes já consigo fazer omeletas em condições... Um lado bom de não ter um horário laboral como o que tinha antes era o facto de já não detestar a segunda-feira. No entanto há coisas que já não são como antes, ou seja, já não poder ir ver os High Places, nem os Real State, nem os Lobster, nem o Panda Bear. Tive a sorte de comprar o bilhete para CSS assim que pude, mas apesar de querer muito ver A Banda Mais Bonita da Cidade sei que isso não vai acontecer. É um bocadinho aborrecido não poder ir a alguns concertos para poupar, mas tenho noção que não é nada do outro mundo, há pessoas com "problemas a serio". E com alguma sorte ainda consigo ir ver os Adorno e os Linda Martini este sábado.
domingo, novembro 20, 2011
sábado, novembro 19, 2011
Nem me lembro da ultima vez que "saí para dançar"
Só sei que preciso de imenso de ir a uma pista de um clube qualquer...
Afinal eu não estou assim tão cansado de musica pesada...
Acho que apenas neste momento não consigo tolerar esta ultima vaga de "hardcore-cena".
Eu ainda ouço muita coisa que muita gente detesta (e nem considera hardcore), mas ultimamente não tenho paciência para esta vaga de bandas que imitam bandas más como os Asking Alexandria ou os Attck Attack. Eu assumo sem qualquer vergonha que detesto isso tudo, meus amigos a vida é assim e não podemos gostar de tudo. Até poderia direccionar esta conversa para o facto de haver quem não suporte a musica que faço mas até gosta de mim, isso é bestial e respeito os gostos de todos, mas não é disso que se trata. Tenho passado algum tempo a conversar com os amigos Like Swallows (ouçam a demo dos meninos) e eles têm-me mostrado bandas que me fazem manter interessado no que se faz pelos lados do hardcore. Percebi que tudo o que eu tinha de fazer era voltar a descobrir o Punk. Comecei por ouvir com a atenção devida os Bad Brains e os Black Flag (antes só escutava por uma questão de cultura geral) e rapidamente o hardcore voltou a cativar-me bastante quando encontrei os Swing Kids, os Touche Amore, os Ceremony e mais uns quantos. É claro que os The Chariot nunca saíram do meu iPod, eles e os Norma Jean têm um lugar especial no meu coração. Ontem o Rodolfo mandou-me esta canção dos Birds In Row, e desde então que não sai da minha cabeça. Assim que chegamos ao minuto 2:30 a musica fica simplesmente perfeita.
Eu ainda ouço muita coisa que muita gente detesta (e nem considera hardcore), mas ultimamente não tenho paciência para esta vaga de bandas que imitam bandas más como os Asking Alexandria ou os Attck Attack. Eu assumo sem qualquer vergonha que detesto isso tudo, meus amigos a vida é assim e não podemos gostar de tudo. Até poderia direccionar esta conversa para o facto de haver quem não suporte a musica que faço mas até gosta de mim, isso é bestial e respeito os gostos de todos, mas não é disso que se trata. Tenho passado algum tempo a conversar com os amigos Like Swallows (ouçam a demo dos meninos) e eles têm-me mostrado bandas que me fazem manter interessado no que se faz pelos lados do hardcore. Percebi que tudo o que eu tinha de fazer era voltar a descobrir o Punk. Comecei por ouvir com a atenção devida os Bad Brains e os Black Flag (antes só escutava por uma questão de cultura geral) e rapidamente o hardcore voltou a cativar-me bastante quando encontrei os Swing Kids, os Touche Amore, os Ceremony e mais uns quantos. É claro que os The Chariot nunca saíram do meu iPod, eles e os Norma Jean têm um lugar especial no meu coração. Ontem o Rodolfo mandou-me esta canção dos Birds In Row, e desde então que não sai da minha cabeça. Assim que chegamos ao minuto 2:30 a musica fica simplesmente perfeita.
Comprei o livro "Poemas" de Juan Luis Panero
De vez em quando visito uma amiga, e nessas visitas para alem de falar e escrever pequenas canções, lemos livros e falamos sobre eles. Foi assim que descobri Panero, o senhor que foi seu professor na FLUL. A forma como ele prepara todo o cenário para o acontecimento mudou a forma como comecei a escrever, aliás, fez-me questionar a distancia que existia entre a prosa e a poesia. Creio que tinha uns 15 anos quando li pela primeira vez "o que fica depois dos violinos" e nunca mais esqueci-me. Agora sempre que há viagens grandes e levo algo para ler levo "Poemas" também, para não não cansar-me rapidamente do outro livro que levo, foi só assim que consegui ler "Cem Anos de Solidão" de Gabriel Garcia Marquez (após a morte de José Arcádio a narrativa tornou-se um pouco complicada para mim).
Este é um livro pequenino, não sou um leitor veloz (e gosto de ler a mesma coisa devagarinho varias vezes) mas geralmente leio este livro em menos de uma hora. Na FNAC custa apenas 10€ (e quem tiver cartão ainda tem desconto). Vale a pena.
Marcel·lí Antúnez Roca
Gostaria imenso de ter uma oportunidade de ver as suas obras de novo.
Lembro-me de quando fui ver a sua exposição (em 2008), foi a foi o contacto mais intenso que tive com a arte e nunca mais experimentei nenhuma exposição que tivesse tal impacto. Só sei que quando saí da galeria eu já não era a mesma pessoa...
Lembro-me de quando fui ver a sua exposição (em 2008), foi a foi o contacto mais intenso que tive com a arte e nunca mais experimentei nenhuma exposição que tivesse tal impacto. Só sei que quando saí da galeria eu já não era a mesma pessoa...
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