terça-feira, abril 09, 2013

Ouvi o novo disco dos Yeah Yeah Yeahs

Esta manhã tive algum tempo, enquanto estava a alinhar algumas coisas no Photoshop, decidi ir ao grooveshark e meter o quarto álbum dos nova-iorquinos. Já tinha gostado do single mesmo antes de ter visto o vídeo, o refrão meteu-me logo a cantar e acho que sou um vendido no que diz respeito a canções que tenham um coro Gospel. Não fiquei propriamente impressionado com o disco, mas tem bons momentos de rock e ruido, e é muito evidente a influencia dub nas novas canções. Ritmicamente tem todas as coisas de que gosto quando ouço o Brian Chase, e também não fico indiferente às guitarras experimentadas do Nick Zinner, no entanto é sempre a voz singular da Karen O. que funciona como um elemento que me deixa preso à musica durante a audição. Sinto que é um disco que precisa de crescer em mim, pois ainda não senti o "factor wow" que sinto cada vez ouço o Fever To Tell. Deixo aqui um vídeo que gostei bastante, da actuação no David Letterman com o coro Broadway Inspirational Voices.

segunda-feira, abril 08, 2013

Okay, ouvi o Overgrown...

...mais de cinco vezes só durante o dia de hoje.
É um disco perfeito, e não sou o único com esta opinião. Há quem considere mesmo a obra prima de James Blake. Ao escutar o disco encontramos novas experiências sónicas, mas este é acima de tudo um  disco de canções. Há uma evidente evolução, ou seja, não é mais do disco homonimo mas sim um avanço para uma etapa nova na musica de Blake. Sinto também que este disco está muito mais proximo do que acontece em palco nos seus concertos, mas também de alguma forma tem faixas que se aproximam mais das pistas de dança. Não sei se é por já estar habituado a esta estética e a esta "linguagem" que James desenvolveu, mas depois de ouvir o disco de estreia, todos os EPs e B-sides (que consegui encontrar) fico com a sensação que este é um um disco mais acessível, na medida em que a musica já não cria qualquer tipo de resistência a um ouvinte como eu.
Acho que vou continuar a ouvir este disco durante muito tempo, e há uma probabilidade de escrever sobre este em Dezembro afirmando ser o meu disco favorito deste ano.

http://factmag-images.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2013/02/Overgrown-art-2.2013.jpg

Aqui está o video novo single, o primeiro da 1800-Dinosaur. No inicio eu pensava que este nome era sómente o referente ao tumblr pessoal de James, mas acabou por se tornar numa noite especial no Plastic People de Londres, e depois disso chegou a passar também por Barcelona e Paris. À quatro dias a trás a editora fundada por Blake e Dan Foat (seu manager e ex membro da R&S Records) com o o nome desse mesmo blogue. Nesta editora não encontramos só James Blake, mas também Klaus e Airhead.

sexta-feira, abril 05, 2013

...em Angola...

Não tenho vindo aqui ao blogue, parece desleixe mas na verdade há muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, e não tenho estado pela Moita, o sitio onde paro e escuto (ou vejo) coisas novas e escrevo sobre elas. Hoje também não estou por casa mas há uma coisa que fico feliz por partilhar.
Tive o enorme privilegio de conversar com a Alexandra Ho no contexto de uma entrevista para a revista angolana Caju (um suplemento do Jornal Sol). Esta manhã fiquei a saber que a entrevista foi escolhida para a capa da publicação.

PDF AQUI





sábado, março 09, 2013

Lanche de Domingo

Photo: Lanche de Domingo às 17h no Páteo Super Bock Super Rock. 
Amanhã vamos dar um concerto "calminho" no PÁTEO SUPER BOCK SUPER ROCK às 17h.
Apareçam no The Decadente (o nº 81 da Rua de S. Pedro de Alcântara em Lisboa).
A entrada é gratuita.

sexta-feira, março 08, 2013

Uma semana com coisas novas a acontecer.

Nos últimos dias têm aparecido canções novas, já escutei duas do James Blake (mas acho que só vou as querer partilhar no meu blogue quando eu escutar o disco que saiu hoje) e também uma canção nova dos Mount Kimbie.
Made To Stray deve ser possivelmente a canção mais fácil de dançar que já ouvi deste duo britânico, assim que a batida começa fico logo com vontade de me mexer, de seguida entram os inconfundíveis sintetizadores que costumam usar e que de alguma maneira fazem-me pensar que "isto soa mesmo a Londres". O facto deles cantarem e a voz estar mais percetível é uma novidade para mim, pois pelo que tenho percebido era algo que só faziam ao vivo. Estou extremamente curioso e ansioso para escutar o disco que irá ser editado pela Warp Records, e tenho alguma esperança de que haja uma possibilidade de ver o concerto que darão dia 5 de Maio em Belém no festival Day + Night dos The XX.

terça-feira, março 05, 2013

O meu amigo "Tigre Trovão".

Fevereiro foi um mês em que passei muito tempo afastado da blogosfera, grande parte do tempo foi dedicado a gravações e isso implica que passe bastante tempo longe de casa e por essa razão (para além de não ter tempo para parar e escrever) também não tenho tido muito tempo para escutar e descobrir musica nova. Mas hoje preciso mesmo de quebrar o silêncio e partilhar um EP muito especial.

Disponível para download no site da Juicy Records

Chama-se Parts and Bitters e é da autoria do Bráulio Amado que assina sob o pseudónimo Thunder Tiger
O Bráulio é um português em Nova Iorque. É músico, ilustrador, designer e (creio que também seja) realizador, mas posso dizer sem qualquer sombra de duvida que é uma das pessoas mais talentosas que conheço, dotado de uma voz singular.
Lembro-me de ver Adorno pela primeira vez à cerca de cinco anos atrás e ter sido um dos concertos mais inspiradores da minha adolescência, saí daquele concerto com vontade de fazer uma banda, e foi isso que aconteceu uns dias mais tarde, e creio que essa experiência teve imensa importância porque de algum modo me trouxe ao sitio onde estou hoje. Lembro-me que nessa época devido à minha timidez não fui falar com o vocalista e baixista da banda depois do concerto que deram no Montijo, só tive a oportunidade de o conhecer pessoalmente no final do ano passado, e quando o conheci percebi que ele é um daqueles amigos especiais que queremos sempre manter.
No penúltimo dia de Janeiro recebi um e-mail com o desafio de a fazer uma cover da ultima canção do disco Parts and Spares, e eu nem pensei duas vezes, respondi logo a perguntar quando é que a minha canção tinha de estar pronta. Depois de algumas trocas de e-mails e mensagens entre a Moita e Brooklyn percebi que poderia fazer uma faixa mais experimental e de baixa fidelidade com o meu microfone comprado numa loja dos chineses, à semelhança das que fiz na mixtape.
O Bráulio deu-me liberdade total para interpretar a musica dele como eu bem quisesse, até permitiu que a adaptasse para a língua portuguesa, pois para mim esta experiência veio confirmar que eu só gosto de me ouvir cantar na minha língua nativa.
Comecei por tentar criar uma versão com o único instrumento que tinha em minha casa, a guitarra acústica, intencionado em me aproximar da versão original, mas não estava satisfeito com o resultado, então comecei a fazer experiências com timbres de outras canções, algumas delas de discos que tínhamos recomendado um ao outro nas mensagens que trocámos durante as ultimas semanas. Samplei e manipulei um sub-grave do Ifan Dafydd, umas palmas de uma remistura que o James Blake fez para os Mount Kimbie, umas teclas do Toro Y Moi, uma bateria dos The Chariot, e por fim samplei a minha voz, e a da Ellie Goulding numa canção que curiosamente também se chama Home. Isto tudo apenas com o Audacity que deve ser possivelmente o programa de edição de audio mais rudimentar que conheço, mas pelo menos é leve e gratuito. Depois pedi ao meu amigo Bruno Mota que fizesse uma mistura muito rápida do que eu tinha gravado.
Quando enviei a minha versão senti que tinha criado algo especial, embora não fosse perfeito, tinha certeza que tinha sido o mais honesto possível, tal como o Bráulio sempre fez nas suas canções.

Este EP celebra o aniversário da editora DIY Juicy Records e está disponível para download. É possível escolher quanto querem pagar por estas três canções, ou seja, podem adquirir gratuitamente.

domingo, fevereiro 10, 2013

Queria conter-me mas não sou capaz...

Na quinta-feira passada ouvi Retrograde pela primeira vez, apenas uma versão ao vivo e estava ansioso pelo dia seguinte para poder escutar a versão final, que seria colocada online às oito da noite de sexta. Como estou a gravar com o Ben, não estava em casa a essa hora, mas assim que cheguei alguém muito simpático se encarregou de postar a canção no mural do meu facebook. Eu já tinha passado o dia inteiro com a melodia na minha cabeça, mas quando ouvi percebi que havia uma razão plausível para toda a excitação e ansiedade que estava a sentir ao longo do dia. É possivelmente a canção mais bonita deste ano. Estou extremamente ansioso para poder ouvir o seu novo álbum, Overgrown que sairá no dia 8 de Abril. Tenho também alguma esperança de ter possibilidades financeiras para ir ao Porto ver o concerto no Primavera Sound. Se eu já era um grande fã do James Blake acho que agora ainda sou mais.

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Agora consigo gostar do Chazwick Bradley Bundick

Vocês já o devem conhecer por Toro Y Moi. Anything In Return é o nome do seu ultimo disco e saiu no logo no primeiro dia deste ano. Confesso que não gostava muito dos discos anteriores e quando ele tocou no primeiro Mexefest em Lisboa, não fiquei muito chateado por não ter ido ver. No inicio deste ano um dos meus amigos recomendou que escutasse este novo albúm, e andei a adiar a audição até que um dia resolvi ver o vídeo para a Say That, e aí foi mesmo amor à primeira audição, tudo nesta canção é bom, os sintetizadores a batida os samples... Quando encontrei o disco em streaming escutei duas vezes seguidas e durante os dias seguintes sempre que possível ia ouvir. Acabei de colocar as canções no meu leitor de mp3.